O acesso ao salário-maternidade no Brasil passou por uma transformação histórica. O que antes era um caminho cheio de obstáculos para trabalhadoras autônomas, MEIs e facultativas, tornou-se um direito mais acessível, resultando em um aumento de quase 94% nas concessões de Salário-Maternidade 2026.

Se você contribui por conta própria, precisa entender como essa mudança impacta o seu planejamento familiar e quais são as novas regras para garantir o seu benefício.
Nesse artigo, abordamos os seguintes tópicos:
ToggleSalário-Maternidade 2026: O Fim da Barreira dos 10 Meses
A grande mudança veio através do julgamento da ADI 2.110 pelo STF. Os ministros derrubaram a norma de 1999 que exigia que trabalhadoras autônomas, facultativas ou seguradas especiais tivessem, no mínimo, 10 contribuições pagas para ter direito ao salário-maternidade.
O que vale agora: Atualmente, aplica-se a mesma regra das trabalhadoras com carteira assinada (CLT). Basta que a segurada tenha efetuado apenas uma contribuição previdenciária antes do nascimento do filho para garantir o direito ao benefício.
Salário-Maternidade 2026: Números que Impressionam
Essa flexibilização gerou um reflexo imediato nos cofres públicos e na vida das brasileiras:
- Aumento de pedidos: Em janeiro de 2025, eram cerca de 115 mil solicitações mensais; em novembro, esse número saltou para mais de 161 mil.
- Benefícios Rurais: O maior crescimento foi no setor rural, com um avanço de 59,3% nos pedidos.
- Impacto Financeiro: A previsão é que o gasto extra com essas concessões chegue a R$ 12 bilhões em 2026.
Salário-Maternidade 2026: Como o Valor é Calculado?
Para quem não possui um histórico completo de contribuições, o INSS utiliza o Artigo 35 da Lei 8.213/91. Nesses casos, o benefício é pago no valor de um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026), já que não há meses suficientes para realizar o cálculo da média salarial.
O Alerta sobre Fraudes e Informalidade
Apesar de ser uma vitória para a proteção à maternidade, especialistas alertam que a regra de “apenas uma contribuição” pode estimular a informalidade e aumentar o risco de fraudes no sistema. Por isso, o INSS tem intensificado a análise automática via plataforma Meu INSS, que já processa a maioria das liberações administrativas.
Planeje seu Benefício com Rodrigues e Siqueira
Muitas seguradas ainda encontram dificuldades no sistema ou têm seus pedidos negados indevidamente por falhas no reconhecimento da qualidade de segurada. Além disso, a decisão do STF abriu a possibilidade de buscar pedidos retroativos referentes aos últimos cinco anos para quem teve o benefício negado com base na regra antiga da carência.
O escritório Rodrigues e Siqueira é especialista em garantir que nenhuma mãe fique desamparada. Seja para um novo pedido ou para recuperar valores do passado, nossa equipe está pronta para atuar.





