Passar pela perícia médica do INSS é um dos momentos de maior tensão para quem está incapacitado de trabalhar. A expectativa de garantir o sustento durante o tratamento de saúde esbarra, muitas vezes, no alto índice de reprovação dos pedidos. O que mais reprova na perícia do INSS?

O que a maioria dos segurados não sabe é que a reprovação nem sempre acontece porque a pessoa não está doente, mas sim por conta de erros de conduta e falhas na organização dos documentos diante do perito.
Para que você não perca o seu direito, listamos as 6 condutas que mais reprovam na perícia do INSS e como agir do jeito certo.
Nesse artigo, abordamos os seguintes tópicos:
Toggle1. Levar documentação médica incompleta ou desatualizada reprova na perícia do INSS:
O perito do INSS não é o seu médico assistente; ele não vai te tratar, ele vai apenas avaliar o seu estado naquele dia. Portanto, a sua documentação precisa falar por você. Levar atestados de dois anos atrás ou receitas rasuradas é o caminho mais rápido para a reprovação.
- O correto: Apresente um laudo médico recente (com no máximo 30 a 90 dias), contendo o diagnóstico detalhado, o CID da doença, a justificativa da incapacidade e o tempo estimado de afastamento, além de exames originais e receitas atualizadas.
2. Exagerar ou simular sintomas reprova na perícia do INSS:
Muitos segurados, movidos pelo medo de terem o benefício negado, tentam “forçar a barra” durante a consulta — fingindo uma claudicação (mancar), chorando excessivamente de forma teatral ou simulando dores agudas ao menor toque. Os peritos são médicos treinados para identificar simulações através de testes clínicos reflexos. Se o médico notar falsidade, o benefício será negado imediatamente por falta de credibilidade.
- O correto: Seja honesto. Relate exatamente o que você sente e as limitações reais que a doença traz para a sua rotina de trabalho, sem aumentar nem omitir nada.
3. Ir à perícia com roupas ou aparências incompatíveis com o relato reprova na perícia do INSS:
A coerência entre o que você diz e o que você demonstra é fundamental. Por exemplo, se o segurado alega estar em depressão profunda, sem forças para sair da cama, mas comparece à perícia com maquiagem pesada, unhas feitas no dia e roupas festivas, o perito pode interpretar que a incapacidade não é tão severa. O mesmo vale para quem alega dor crônica na coluna, mas senta e levanta da cadeira com agilidade total.
- O correto: Vista-se de forma simples, natural e condizente com o seu estado de saúde atual. O perito avalia você desde o momento em que você entra pela porta do consultório.
4. Focar na doença e esquecer de explicar a incapacidade laboral reprova na perícia do INSS:
Eis o maior erro técnico dos segurados: achar que ter uma doença dá direito ao benefício. O INSS não paga auxílio porque você tem uma hérnia de disco ou ansiedade; o INSS paga porque essa condição te impede de exercer a sua profissão específica. Um corte no dedo impede um digitador de trabalhar, mas pode não impedir um conferente de estoque.
- O correto: Explique ao perito o que você faz no seu emprego e por que as suas dores ou sintomas te impossibilitam de cumprir aquela função específica.
5. Discutir ou tentar confrontar o perito médico reprova na perícia do INSS:
A soberba ou a agressividade são inimigas do segurado. Tentar impor sua opinião, questionar a capacidade técnica do médico do INSS ou adotar uma postura defensiva e ríspida só vai gerar um clima de desconfiança e prejudicar a avaliação do seu caso.
- O correto: Mantenha a calma, responda apenas o que for perguntado de maneira educada e respeitosa. Lembre-se de que o perito está cumprindo o papel de avaliador da autarquia.
6. Não conhecer o seu próprio histórico médico reprova na perícia do INSS:
Ficar em dúvida sobre o nome dos remédios que toma, não saber dizer quando as dores começaram ou se contradizer em relação aos tratamentos que já realizou acende um sinal de alerta para o médico do INSS. A falta de firmeza nas respostas pode parecer falta de veracidade.
- O correto: Antes de entrar na sala, revise mentalmente o seu histórico. Saiba a data do seu afastamento, os nomes das medicações de uso contínuo e a frequência das suas consultas médicas.
Teve o benefício negado mesmo agindo certo? Rodrigues e Siqueira ajudam você
Infelizmente, mesmo que você evite todas essas condutas, o INSS ainda realiza perícias rápidas e superficiais que acabam negando direitos legítimos. Se o seu auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez foi indeferido injustamente, saiba que a decisão do posto da Previdência Social não é definitiva.
O escritório Rodrigues e Siqueira atua na análise detalhada do seu laudo de negação e na preparação técnica da sua documentação para ingressar com uma ação judicial. Na Justiça, você passará por uma nova perícia com um médico especialista na sua doença, garantindo uma avaliação justa, humana e focada nos seus reais direitos.
Não aceite um “não” injusto da máquina do INSS. Proteja o seu sustento com quem entende de defesa previdenciária.
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