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Duas pessoas podem dividir a mesma Pensão por Morte? Entenda o rateio

Uma dúvida muito comum quando ocorre o falecimento de um segurado do INSS é sobre quem, de fato, tem direito a receber o benefício e se esse valor pode ser repartido. A resposta curta é: sim, duas pessoas podem dividir a mesma pensão por morte, desde que todas comprovem a qualidade de dependentes na mesma classe de prioridade.

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O rateio do benefício é uma proteção legal para garantir que todos os dependentes econômicos do falecido recebam o amparo necessário.

Duas pessoas podem dividir a mesma Pensão por Morte?

Quando existem vários dependentes de uma mesma classe habilitados, a pensão por morte é rateada em partes iguais entre todos eles. Não há preferência por ordem de chegada ou idade dentro de uma mesma categoria.

Os casos mais comuns de divisão ocorrem entre:

  • Cônjuge e Ex-cônjuge: Se o ex-cônjuge ou ex-companheiro recebia pensão alimentícia ou comprovar dependência econômica, ele concorrerá em igualdade de condições com o atual cônjuge ou companheiro.
  • Cônjuge e Filhos: O valor total é dividido igualmente entre o parceiro e os filhos menores de 21 anos (ou inválidos/com deficiência).
  • Vários Filhos: Se o segurado deixou apenas filhos como dependentes, o valor é fracionado igualmente entre todos eles.

O que acontece se um dependente perder o direito?

A pensão por morte não é vitalícia para todos e pode ser encerrada por diversos motivos, como o filho completar 21 anos ou o fim do prazo estabelecido para o cônjuge.

Nesses casos, a cota-parte daquele que perdeu o benefício é revertida em favor dos demais dependentes remanescentes. Isso significa que, se um filho atinge a maioridade previdenciária, a parte dele passa a ser somada à dos outros irmãos ou da mãe/pai, mantendo o valor total do benefício pago pelo INSS até que o último dependente perca o direito.

Relações paralelas e o posicionamento do STF

É importante destacar que, embora a divisão seja possível entre dependentes legais, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Brasil não reconhece a divisão de pensão para vínculos conjugais múltiplos e simultâneos.

Isso significa que, se o segurado mantinha dois relacionamentos ao mesmo tempo (como um casamento e uma união estável paralela), o STF entende que o princípio da monogamia impede o reconhecimento do segundo vínculo para fins previdenciários, a menos que houvesse separação de fato do primeiro relacionamento.

Duas pessoas podem dividir a mesma Pensão por Morte: Por que o INSS pode negar o rateio?

Muitas vezes, um dependente já está recebendo o valor integral e, quando um segundo dependente aparece para solicitar sua parte, o INSS pode criar dificuldades na comprovação da dependência econômica, especialmente para ex-cônjuges ou filhos maiores inválidos.

Nesses cenários, a via judicial é o caminho para garantir que a lei seja cumprida e que o rateio seja feito de forma justa desde a data do requerimento ou do óbito.

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