Trabalhar como profissional autônomo garante liberdade e flexibilidade, mas também exige planejamento, especialmente quando o assunto é aposentadoria. Diferente de quem tem carteira assinada, o autônomo não tem desconto automático para a previdência e isso faz com que muitos só percebam o problema quando já estão próximos de se aposentar.

Nesse artigo, abordamos os seguintes tópicos:
ToggleQuais são as opções de aposentadoria para autônomo?
De forma geral, o trabalhador autônomo pode se planejar por dois caminhos principais:
- Previdência pública (INSS)
- Previdência privada, por meio de fundos, planos ou investimentos
Cada uma tem regras, custos e vantagens diferentes.
Leia Também: MEIs e autônomos: como contribuir e regularizar pendências com o INSS
Aposentadoria para autônomo: aposentadoria pelo INSS
A previdência pública continua sendo a principal opção para a maioria dos autônomos, especialmente por garantir proteção social, como benefícios por incapacidade, pensão por morte e salário-maternidade.
Como o autônomo contribui para o INSS?
Ao contrário do trabalhador com carteira assinada que tem o INSS descontado diretamente do salário, o autônomo precisa recolher por conta própria.
Em 2026, as principais formas são:
🔹 Contribuição de 20% (Plano Normal)
- Incide sobre o salário de contribuição escolhido;
- Dá direito à aposentadoria por idade e possibilita cálculo mais vantajoso do benefício;
- Indicada para quem busca um valor maior de aposentadoria.
🔹 Contribuição de 11% (Plano Simplificado)
- Calculada sobre o salário mínimo;
- Dá direito apenas à aposentadoria por idade;
- É uma opção mais acessível financeiramente, mas com benefício limitado ao mínimo.
⚠️ Importante: quem contribui com 11% não pode se aposentar por regras mais vantajosas sem complementar as contribuições.
Aposentadoria para autônomo: Quem pode contribuir como autônomo?
Podem contribuir como contribuinte individual:
- Profissionais liberais (advogados, médicos, engenheiros, contadores);
- Prestadores de serviço em geral;
- Trabalhadores por conta própria sem vínculo empregatício;
- Pessoas que recebem por RPA ou atuam informalmente, desde que comprovem atividade.
Previdência privada: uma alternativa ou complemento
Além do INSS, o autônomo pode optar pela previdência privada, que funciona como uma forma de investimento de longo prazo.
Vantagens da previdência privada
- Maior flexibilidade de valores;
- Possibilidade de rendimentos superiores;
- Planejamento sucessório facilitado.
Atenção
A previdência privada não substitui totalmente o INSS, pois não oferece benefícios como auxílio por incapacidade, salário-maternidade ou pensão nos mesmos moldes da previdência pública.
O melhor caminho: combinar INSS e previdência privada
Para muitos autônomos, a melhor estratégia em 2026 é a combinação das duas modalidades:
- INSS para garantir proteção social e aposentadoria básica;
- Previdência privada para complementar renda e manter padrão de vida.
Essa combinação reduz riscos e aumenta a segurança no futuro.
Aposentadoria para autônomo: E quem nunca contribuiu ou tem contribuições em atraso?
Autônomos que ficaram períodos sem contribuir podem:
- Perder a qualidade de segurado;
- Ter dificuldades para acessar benefícios;
- Atrasar a aposentadoria.
Em muitos casos, é possível regularizar contribuições em atraso, desde que haja comprovação da atividade exercida no período. Cada situação exige análise individual, pois pagamentos feitos de forma errada podem ser desconsiderados pelo INSS.
Conclusão
Ser autônomo não significa abrir mão da aposentadoria. Em 2026, existem caminhos claros para garantir segurança financeira no futuro, mas eles exigem planejamento e escolhas corretas.
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